quarta-feira, 16 de março de 2011

A DEFICIENCIA EDUCACIONAL FAMILIAR

Todo mundo sabe como é bom ter amigos. Na infância e na adolescência, então, eles são imprescindíveis para formatar e consolidar o SUPER EGO. É verdade que, de uns anos para cá, as coisas não tem sido bem assim. Quando a sociedade evoluiu e deu mais independência à mulher, iniciou-se uma reestruturação familiar que ainda não se harmonizou por completo. A emancipação feminina, portanto, embora tenha sido um dos maiores saltos da evolução social humana, afetou diretamente a família e incidiu, sobretudo, no arcabouço moral e psicológico da infância pós-moderna. Tal fato, obviamente, não se dá de forma absoluta. Explode em meio a outras tranformações e se consolida em um paralelismo concomitante com outras inserções inovadoras do alvoroçado ambiente de pós-guerra no século passado. Com tantas mudanças, o romantismo não se sustenta mais após os anos dourados e o sexo livre dá início à instabilidade atual das relações afetivas. Assim morreu a boa fé entre os compadres, os amigos e os vizinhos. Sem boa fé, a amizade não se consolida. Agora as crianças não podem mais sair de casa. Drogas e violência assumem os noticiários e a TV se especializa nas mesmices dos reality shows. Causas e consequências se reeditam permanentemente em dinâmicas metamorfósicas de grande impacto para a sustentação da paz. O aculturamento é corrompido e passa a ser imposto pelos modismos da globalização. O bom senso desaparece da face da Terra.
Das sequelas da emancipação dos inegáveis direitos femininos é possível identificar: A redução da influência religiosa, desautorização do paternalismo como gestão modelo da moralidade familiar, descolamento infantil das atividades inerentes ao estágio básico de socialização, derivações decorrentes da massificação cultural por efeitos da expansão midiática e a descaracterização da família como núcleo organizacional da sociedade.
Parece machismo floreado, mas não é. Acho apenas que fomos com muita sede ao pote e esquecemos de ouvir as orientações de Jesus. Tanto procede que, livres dos rigores morais, a mulher moderna deseja e faz qualquer coisa para ser objeto, "cachorra" ou a mais recente aspiração das menininhas: assimilar-se a Bruna Surfistinha. Com tanta vulgaridade os meninos perderam o interesse, e estão aumentando o número de homossexuais. Aí, cheios de razão proclamam aos quatro cantos que a humanidade em breve será toda gay  porque a inteligência, a sensibilidade e a brandura são características marcantes dos fe-meninos.
Enquanto não estimularmos o super ego das crianças, formaremos canalhas sem consciência que, por ironia, se investirão exatamente em crimes hediondos contra as mulheres.
Antigamente, na linguagem cabocla, chamava-mos a isso de "criar cobra para nos picar".
E você, o que acha ?

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